Entenda a Nova Legislação
Recentemente, a Câmara dos Deputados analisou e avançou com um projeto referente às regras sobre milhas, que tem o potencial de transformar o panorama dos programas de fidelidade. Esta proposta, conhecida como Projeto de Lei 3.083/2026, pode assegurar aos usuários a possibilidade de converter seus pontos acumulados em dinheiro, ao mesmo tempo em que estabelece novas diretrizes para a venda e transferência dessas milhas.
Com esta nova legislação, espera-se que as empresas que operam esses programas de fidelidade façam mudanças significativas, especialmente em relação à maneira como restringem ou permitem a transação de milhas por parte dos consumidores.
Como Funciona a Conversão de Milhas em Dinheiro
O principal aspecto da proposta é que as empresas de fidelidade devem oferecer a opção de conversão das milhas em dinheiro, caso decidam restringir a venda das milhas pelos consumidores. Isto significa que, se um cliente desejar vender suas milhas, a empresa deve disponibilizar uma maneira oficial para ele transformar esses pontos em valor monetário.

Desses modos, o projeto propõe que a relação entre a compra de pontos e a conversão em dinheiro seja direta, promovendo maior equidade entre consumidores e empresas.
Impactos nos Programas de Fidelidade
A implementação dessa nova legislação pode trazer consequências significativas para o funcionamento dos programas de fidelidade. O projeto busca corrigir a dissociação atual em que muitos consumidores conseguem comprar milhas, mas enfrentam barreiras para utilizá-las de forma lucrativa ou transferi-las a terceiros.
As transformações propostas visam criar um ambiente mais justo e acessível, onde os consumidores podem exercer seus direitos sobre os pontos que adquiriram, reduzindo o monopólio que as empresas têm sobre esses ativos.
Direitos do Consumidor em Relação às Milhas
Os direitos dos consumidores estarão em destaque diante desta nova regulamentação. A proposta determina que, caso uma empresa ofereça a possibilidade de compra de milhas, ela deverá, obrigatoriamente, permitir sua conversão em dinheiro, eliminando práticas que atualmente limitam a disposição dos consumidores sobre o que adquiriram.
Regras para Venda e Transferência de Pontos
De acordo com o conteúdo do projeto, as empresas terão que respeitar regras específicas em relação à venda e transferência de milhas. Se um programa de fidelidade optar por restringir a venda, precisará oferecer uma alternativa de conversão. Se não for o caso, a empresa não poderá limitar essas operações.
O Papel das Empresas na Conversão de Pontos
As empresas que oferecem programas de fidelidade terão a responsabilidade de garantir que as transações envolvendo a conversão de milhas sejam feitas de maneira transparente e justa. Elas também deverão se adequar às novas regras para evitar abusos, como o bloqueio de contas ou a exigência de procedimentos excessivos.
Segurança nas Transações de Milhas
A proposta também se preocupa com a segurança das transações. Para garantir que a conversão de milhas em dinheiro ocorra de forma segura, a legislação dictará que as operações sejam realizadas por empresas independentes. Estas precisam ter pelo menos sete anos de experiência no setor, sem vínculos com companhias aéreas ou instituições financeiras.
Exceções e Restrições Permitidas
Embora as regras sejam mais protetivas para os consumidores, ainda haverá espaço para algumas restrições, dependendo das características de cada programa. No entanto, essas limitações só poderão ser impostas se as opções de conversão forem oferecidas adequadamente.
Práticas Abusivas a Serem Evitadas
A nova legislação classifica como abusivas práticas que buscam evitar, restringir ou dificultar a corrupção justa do mercado de pontos e milhas. Isso inclui exigências tecnológicas ou operacionais que não estão em conformidade com as diretrizes propostas no projeto de lei.
Próximos Passos para a Implementação da Lei
Após a aprovação pela Câmara, o projeto segue agora para o Senado, onde poderá ser revisado. É possível que sejam feitas mudanças antes de sua promulgação final. Após a aprovação do Senado, outras etapas serão necessárias, incluindo a sanção presidencial. Até que todo esse processo se complete e a lei entre em vigor, as regras atuais continuam a ser válidas.



